segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Código Florestal: regularização de atividades existentes até 2008 deve voltar à discussão

Autor: Iara Guimarães Altafin   -   Fonte: Agência Senado
 
A adoção da data de 22 de julho de 2008 como marco para definir área rural consolidada é um dos aspectos mais polêmicos do novo Código Florestal (PLC 30/2011) e deve voltar à discussão na próxima terça-feira (6) em Plenário. Para o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), que deverá apresentar pelo menos 19 emendas ao texto, a possibilidade de regularização de atividades existentes até essa data significa anistia aos desmatadores.

A data coincide com a publicação do Decreto 6.514/2008, que define penas para crimes previstos na Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/1998). Outros senadores, como Eduardo Braga (PMDB-AM) e Aloysio Nunes (PSDB-SP), também questionaram a data quando da tramitação da matéria nas comissões permanentes. Aloysio Nunes chegou a apresentar emenda na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) para alterar o marco temporal para 2001, ano da última atualização de norma sobre uso de área protegida (Medida Provisória 2.166-67/2001), mas a sugestão foi rejeitada.

Randolfe também fará propostas para impedir a redução de área de reserva legal na Amazônia; para ampliar a exigência de recuperação de mata no entorno de nascentes, e uma terceira para suprimir o capítulo que trata da regularização de atividades consolidadas em áreas de preservação. O parlamentar informou que as mudanças sugeridas por ele contam com o apoio dos senadores João Capiberibe (PSB-AP), Lindbergh Farias (PT-RJ), Paulo Davim (PV-RN) e Antônio Carlos Valadares (PSB-SE).

Mais rigor

O senador Demóstenes Torres (DEM-GO) também pretende apresentar duas emendas ao projeto. Em uma delas, o parlamentar propõe modificar a Lei de Crimes Ambientais, de modo a aumentar as penas para quem desmatar APPs e outras áreas protegidas.

Com a outra emenda, Demóstenes quer abolir a possibilidade de áreas declaradas como de 'interesse social' serem consideradas de preservação permanente por ato do Poder Executivo. A possibilidade, prevista no projeto, abriria brecha para o surgimento de uma "indústria" de áreas protegidas, na opinião do senador.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

CNJ investiga juízes suspeitos de grilagem, diz corregedora

BENTO GONÇALVES - O Estado de S.Paulo

A corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Eliana Calmon, revelou ontem que o órgão está investigando operações suspeitas envolvendo um grupo de juízes em um esquema de compra de terras e grilagem em áreas do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Piauí e divisa entre Bahia e Goiás. A trama envolve tabelionatos e cartórios de registro de imóveis e as terras têm sido usadas para cultivo de soja, informou a corregedora.
Os casos incluem cancelamento de títulos e matrículas em cartórios por ordem judicial, ações reivindicatórias sem título adequado e concessão de liminares para imissão de posse indevida, tutela antecipada em ação por usucapião, entre outros expedientes. "Pelas informações que estamos recebendo, está ocorrendo grilagem de terras que não valiam nada e que hoje são riquíssimas com o agronegócio, com participação de magistrados", afirmou a ministra, no encontro da Enccla.
É um esquema semelhante, segundo ela, ao que ocorreu no Sul do Pará, onde terras sem valor "começaram a ser valorizadas em razão do agronegócio". Ela mencionou denúncias de "dois ou três magistrados investigados, que o Tribunal removeu, colocou outro e em poucos meses o outro estava no mesmo esquema". Eliana defendeu mobilização conjunta do Ministério da Justiça, PF, Ministério Público e CNJ para investigar o caso. "Levei minha preocupação ao ministro Cesar Peluso (presidente do STF e do CNJ). Nas ações políticas é quem deve atuar para um enfrentamento conjunto."
Corporativismo. A corregedora denunciou também o que chamou de "corporativismo ideológico perigosíssimo" nas corregedorias do Poder Judiciário, que favorece a infiltração de "bandidos de toga". Denúncia semelhante, feita por ela há um mês, gerou uma pequena crise no CNJ. 'O corporativismo", afirmou, "é uma visão ideológica. Ideologicamente você parte para defender o Judiciário e começa a não ver nada ao seu redor. Porque você acha que, para defender o Judiciário, tem que manter o magistrado imune às críticas da sociedade e da imprensa".
Na avaliação da ministra, o Judiciário padece de uma ideologia de dois séculos de falta de transparência. "Nada se esconde mais, um dos instrumentos da corrupção é exatamente esse fechamento. É uma cegueira causada pela ideologia. Não veem que isso está se alastrando. Por isso eu falei dos bandidos de toga, porque é uma infiltração, uma cultura que tem sido deletéria no Judiciário." Essa é uma das razões, advertiu, pelas quais a atuação do CNJ vem sendo criticada por alguns magistrados e entidades de classe. / F.M. e A.W.

CÓDIGO FLORESTAL 2

Por EMANUEL MEDEIROS VIEIRA “Quando você perceber que, para produzir precisa obter autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, ais que pelo trabalho; que as leis não nos protegem deles mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada e a honestidade se converte em auto-sacrifício,então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada.”

(Frase da filósofa russo-americana Ayn Rand, pronunciada em 1920)

A reforma do Código Florestal poderá  ser aprovada.

Será mais um retrocesso.

Será o triunfo da barbárie contra a civilização.

Como observou alguém, o novo código é a vitória do interesse dos grandes produtores e pecuaristas.

“Gostaria de ver o código sem anistiar os desmatadores que têm acabado com as florestas do País, disse o senador Marino Brito (PSOL/PA).

Há poucos dias, a Praça dos Três Poderes, em Brasília (“A praça é do povo como o céu é do condor”, cantava Castro Alves), foi palco de manifestação de movimentos contrários ao texto do Código Florestal.

Um balão do Greenpeace ostentava a frase: “Senado, desliga essa motosserra”.

É preciso disseminar a ideia verdadeira de que o Código que os latifundiários e seus cúmplices querem aprovar não atende a sociedade, mas apenas aos ruralistas.

“O governo cedeu a chantagem dos ruralistas”, afirmou Mário Mantovani, diretor da ONG Mata Atlântica.

A ex-ministra Marina Silva cobrou de da presidente Dilma suas promessas de campanha. 
Após o primeiro turno, ela recebeu apoio de ambientalistas e lideranças do PV e, em contrapartida, apresentou um programa para a área ambiental em que prometeu “vetar iniciativas que impliquem anistia a desmatadores ou redução da reserva legal e preservação permanente”.

Sendo aprovado esse mostrengo, que a presidente cumpra a sua promessa: vete o projeto.

Em nome da chamada governabilidade “lavará as mãos”? Esperamos que não – mas com temor no coração.

Pode parecer romântico em tempos tão cínicos e pós-utópicos, mas ainda (e sempre) acreditarei que PALAVRA EMPENHADA É PARA SER CUMPRIDA.

(Salvador, dezembro de 2011)

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Votação do Código Florestal no Senado é adiada para a semana que vem

Ivan Richard
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Contrariando o desejo de governistas e da própria oposição, a votação do novo Código Florestal, prevista para hoje (30), foi adiada para a próxima terça-feira (6). Isso porque, ontem (29), o PSOL conseguiu obstruir a votação de um requerimento de urgência que iria possibilitar que a votação do projeto ocorresse hoje.
Com base em trechos do Regimento Interno do Senado, o líder do partido, senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), alegou que o substitutivo do senador Jorge Viana (PT-AC), que será votado no plenário, não havia sido publicado ainda no Diário do Senado.
Como o regimento da Casa prevê que, para quebra do interstício, há a necessidade de concordância unânime de todos os líderes, e o PSOL manteve a posição de não permitir a votação. Com isso, a análise da matéria acabou ficando para a próxima semana.
"Vamos votar hoje à tarde o requerimento de urgência [que foi lido agora há pouco no plenário da Casa], mas como o regimento prevê a realização de duas sessões antes de votar a matéria, ela será votada terça à tarde", disse o líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR). Segundo ele, o atraso na votação do código não deve atrapalhar outra votação, a da proposta de emenda à Constituição, que prorroga a Desvinculação de Receitas da União (DRU).

PONTA DO CORAL: a Ponta do Iceberg da Corrupção, Privatização da Política Urbana, Ambiental e do Patrimônio Público

Florianópolis, 23 de novembro de 2011

Arquiteto e urbanista Ci Ribeiro
Membro da Câmara de Meio Ambiente e Saneamento do FÓRUM DA CIDADE

Antes de mais nada, quero parabenizar a tod@s pelo nosso empenho coletivo nesta luta em defesa da Ponta do Coral. Assim sendo gostaria de me solidarizar com o sentimento de indignação de tod@s @s que presenciaram a tentativa desonesta da Hantei de melar a Audiência Pública – AP - que tinha como único objetivo debater democrática e civilizadamente o processo administrativo e jurídico legal da venda e das alterações de zoneamento daquele último pedaço de área natural remanescente da ilha, que está abandonado e ocioso desde a década de 80 do século passado e que compõe a orla da Avenida Beira-Mar Norte. Quatro semanas antes da AP, a Hantei já havia, em sinal de desespero, passado na ALESC, em todos os gabinetes de deputados, pedindo apoio para o seu projeto e os convidando para irem a audiência. A pressão também chegou ao gabinete da deputada Angela Albino, presidente da Comissão Legislativa que estava encaminhando a AP, e se expressou nos vários contratempos que tivemos que enfrentar em seu gabinete, na organização, na formatação da Audiência, no conteúdo dos convites e divulgação, feita em cima da hora por seus assessores, inclusive se expressando no oportunismo personalista de alguns. 

No campo externo da ALESC, na segunda antes da AP, entre seus empregados e associados, a Hantei jogou pesado. Disparou convocatórias para seus apoiadores, como este que chegou aos corretores da Imobiliária Adimóveis, contratada pelos proprietários do terreno (Hantei e Carbonífera Criciúma) para a futura comercialização do empreendimento. Vejam o teor do e-mail de convocação:

“Como é do conhecimento de vocês, amanhã, Terça-feira,  (22.11.11), às 19 horas, será realizada a audiência pública na Assembléia Legislativa de SC, sobre a Ponta do Coral.
Nesse sentido, gostaria de contar com a colaboração de todos  vocês, convidando-os para participarem dessa audiência, que é extremamente importante para a HANTEI. Mais do que isso, peço que envolvam seus consultores e colaboradores, além de amigos e familiares, empenhando-se pessoalmente para que a audiência tenha representantes que queiram o melhor para Florianópolis. O movimento dos “contras” está se mobilizando e nós não podemos deixar que sejam a maioria, que façam mais barulho.
A causa é nobre, portanto, cada ação que pudermos empreender nesse sentido, será recompensada, pois Florianópolis ficará ainda mais bonita, gerará mais oportunidade, enfim, terá tantos outros atrativos quantos já são do conhecimento de vocês.
Lembro que é importante que estejamos na Assembléia Legislativa amanhã por volta das 18 horas, pois dessa forma, poderemos assegurar os melhores lugares.
Confio no empenho pessoal de vocês para mobilizarem o maior número possível de pessoas.
Muito obrigado!
Daniel “
Na audiência ficamos sabendo que eles, os apoiadores, vieram pagos por cabeça, R$ 15,00 para mulheres e R$ 20,00 para os homens, com o único intuito de fazer barulho para impedir o debate.  A maioria não sabia uma vírgula do que se tratava na audiência, nem ao menos onde ficava a Ponta do Coral. Poucos de fato ouviram o que se dizia, se portaram como torcida organizada, platéia paga de auditório, inclusive com direito a lanchinho, uma vergonha. A casa lotou, sobrou gente de pé, nossos e deles... e o debate foi quente, como era de se esperar.

Confesso que na minha história de militância social (eu fui da turma de estudantes de arquitetura que promoveu o primeiro ato na Ponta do Coral, contra a sua venda)  desde a década de 80, em  defesa da Reforma Urbana, em defesa do Direito à vida Digna e com Qualidade para tod@s em nossa cidade, e nas peleias que tive a honra de participar nas articulações nacionais, quando dos processos de início das lutas por redemocratização do Pais, que ainda estamos em construção, na construção dos capítulos da Política Urbana na Constituição Federal, Estadual e Leis Orgânicas Municipais, na criação da Lei do Estatuto da Cidade, e agora refletindo sob esta trajetória, afirmo com toda certeza de que esta foi a experiência mais rica que tive de Audiência Pública, pois nela as máscaras, os papéis de todos os atores estavam bem claros, e em especial do conluio, da maracutaia, da manipulação da opinião pública, da improbidade administrativa, da privatização do Bem Comum e da Coisa Pública, e também da pífia e vergonhosa covardia dos Ministérios Públicos de vir a público, com o povo, para OUVIR e EXPOR seus juízos de valor nas salvaguardas das regras institucionais e na defesa do Bem Comum e da Coisa Pública, não em defesa de meu/deles/nossos desejos, mas sim dos regramentos, dos direitos políticos e sociais inscritos no Estado Democrático de Direito do Povo Brasileiro, do Contrato Social que regra a vida em sociedade... Até o Ministério Público, sob o manto da imparcialidade, fugiu ao debate, se acovardou...

Porém nem por isso o debate deixou de acontecer, e, ao contrário da opinião de muitos de nós, eu não lamento a participação dos partidos políticos e dos parlamentares nestes debates, eu lamento, sim, o inverso, as ausências dos nossos "nobres" (que deriva da palavra nobreza, inverso de povo/plebe) parlamentares, vereadores, prefeito e deputados, dos virtuais candidatos a prefeitos e vereadores e de seus partidos, que ano que vem farão promessas e juras de amor ao Bem Comum e aos nossos direitos de cidadãos... 

Pois destes, quem esteve presente e se expôs nas falas nos possibilitou fazer juízo de sua organicidade/compromisso com as causas das maiorias, causas privadas da Hantei, ou ainda na busca surreal de "conciliar os interesses da raposa e com o galinheiro", neste mar de lama que virou a gestão municipal de Florianópolis com o setor imobiliário no processo de uso e ocupação do solo e dos patrimônios ambientais e socioculturais de nossa cidade, onde existe de tudo, menos regramento comum que seja respeitado por todos, que deveria ser o Plano Diretor, como paradoxalmente reclama e afirma o próprio Guga, que se associou, para fazer um empreendimento na Praia Brava, à Hantei, a empresa que mais colabora com o caos urbano, ao promover atalhos legislativos e executivos aos seus interesses privilegiados, e não o regramento comum e coletivo, expresso no recente discurso do Guga. Para nós, aqui fica um vazio de explicações que cabe ao Guga dar aos seus sócios e destes ao Guga... ou ambos passam a ser responsáveis pela situação atual da Ponta do Coral. Aguardamos, do nosso manezinho esportista campeão nacional, um ato de grandeza a favor da cidade e sua beleza natural que ele tanto admira e diz amar.

Enquanto isso, na Audiência Pública, que estava tratando de uma demanda política municipal, não apareceu um único vereador municipal, uma vergonha. Nem mesmo Ricardo Vieira, do PCdoB, e muito menos Marcio de Souza, do PT, que se dizem do campo democrático e popular... Isso, por si só, fala muito mais do que qualquer discurso: todos eles não querem enfrentar seus padrinhos e financiadores de campanha, pois na AP teriam que falar diante do Sinduscon (Sindicato dos empresários da Indústria da Construção Civil) e da Hantei, mas também diante de nós... e aí teriam que dizer a quem pretendem servir, ou ficar em cima do muro, como alguém o fez na mesa da AP, sem expressar juízo de valor sobre a matéria, com muita habilidade, na busca de ganhos eleitorais em ambos os lados... 

No cenário externo, o circo estava montado há mais de três semanas. Os veículos de comunicação de massa, sem função social clara, sem compromisso com a pluralidade dos interesses existentes na sociedade, sem compromisso com a democracia, financiados pelos empreendedores, para eles a questão é matemática, nítida e cristalina: o quê os move é o pagamento da Hantei, a  receita que oferecem as empreiteiras e construtores pela divulgação de seus produtos. Por isso a  RBS “democraticamente” nos dá apenas míseros 5 minutos para expor nossa opinião quando 99% do seu jornalismo é voltado para enaltecer o “projetos maravilhosos e interesses nobres" da Hantei, e esconder o processo fraudulento de aprovação da Lei 180/2005, que quer doar para Hantei 12 mil metros quadrados de terra pública e fazer o aterro de mais 30 mil metros quadrados para viabilizar o projeto de parque-marina dela, em troca de uma pracinha e de equipamentos públicos, para o quê, sabemos, existem recursos no PAC e no Ministério das Cidades para estes fins se este, de fato, fosse o desejo da prefeitura.  Na nossa ida ao Jornal do Almoço, Cacau Menezes nos avisa, “em notícia fresca”, que a RBS apoia a Hantei, e que ele portanto não pode ser pautado por nós, ou seja o Amarelo AMARELOU e reclama que nem um obrigado recebeu da Hantei. Dá para acreditar nisso??!!

Neste mesmo tom, permaneceu a cobertura que eles fizeram da Audiência Pública, onde as duas falas que se contrapuseram aos interesses da Hantei foram censuradas e nas quatro de apoio à Hantei/Prefeitura só faltou usarem um maquiador... Nem uma vírgula deram da posição do Ministério do Planejamento/SPU, que afirma que a Lei 180/2005 é ilegal e deve ser anulada, e que não se deve misturar criação de praça e equipamento público com aprovação de obra privada. Como se isso não fosse notícia, sendo que isso é o que permitirá ou não à Hantei ali construir seu castelo da imoralidade e da vaidade do arquiteto mercenário de plantão...

A RBS  não só não promove o debate democrático, como desvia o foco das questões da Política Urbana e da Gestão Democrática da Cidade, enveredando no maniqueísmo entre os CONTRAS e os A FAVOR da cidade, reeditando o discurso preconceituoso e de criminalização dos movimentos, da UFECO, do FÓRUM DA CIDADE e das demais ONGs, nós que, sem querer obter lucros individuais, atuamos em favor dos nossos direitos sociais, direitos das maiorias e do bem comum, como se fossemos nós os responsáveis pelos atos criminosos que ocorrem na Ponta do Coral. Agem como juízes de causa e opinião única, do interesse e lucro privado travestido de compromisso social com a geração de emprego (que inexplicavelmente só pode ocorrer se for naquela área e com aquele tipo de uso e ocupação privilegiada), para assim esconder o Descaso e Crime praticado pela Hantei, de ruptura com a função social da propriedade expressa no Plano Diretor e de abandono da PONTA DO CORAL. Não resta dúvidas, a Hantei e Carbonífera Criciúma, ao não fazerem manutenção e promoverem a ociosidade e abandono da área, são os responsáveis pelo usos de contraventores na área, não nós, o povo e seus movimentos sociais.

A RBS esconde também a responsabilidade da Prefeitura, que não faz cumprir o objetivo da Função Social da Propriedade, que neste caso deveria exigir da Hantei que obedecesse ao zoneamento determinado para uso da área, e a manutenção limpa daquele patrimônio ambiental.... Assim a Hantei, com apoio servil da mídia, dos vereadores e prefeito, engorda o valor de seu imóvel na Ponta do Coral a cada nova alteração de zoneamento da área e quando o poder público faz obras e infra-estrutura na região. Isso se chama corrupção ativa e passiva para apropriação de investimento público sem contrapartida de função social da propriedade privada. Situação proibida em lei, mas aqui se faz vistas grossas aos amigos do rei... Nisso estão todos em desacordo com os artigos da Política Urbana da Constituição Federal, Estadual, Lei Orgânica Municipal, Lei do Estatuto da Cidade(Lei 10.257/2001) e a da Lei da Improbidade Administrativa (Lei 8.429/92), que tratam da defesa do Bem Comum e do Patrimônio Público.

Aqui a RBS reedita a campanha que orquestraram contra nós, da Câmara de Meio Ambiente e Saneamento do FÓRUM DA CIDADE, quando há 3 anos lutávamos em defesa das Baías, dos Balneários, Territórios da Pesca e Aquicultura, para tirar de dentro das Baías e dos Mangues da Tapera e Barra do Sambaqui as obras que a CASAN queria fazer de  Estações de Tratamento dos Esgotas da Ilha. Lá eles quebraram a cara e aqui este jornalismo servil não tarda por esperar...

Para nós a AP cumpriu sua função nos limites da correlação política que está dada na atual conjuntura, e acho que nos foi favorável! Senão vejamos, pois com certeza eles não queriam que ISOLDE ESPINDOLA, da SPU, de forma clara e cristalina, se manifestasse dizendo que a Lei 180/2005 é inconstitucional. Eles não queriam ouvir do ICMBio que não pode haver Licença parcial ou total de aterro, sem a anuência, concordância do  ICMBio. O RAUEN, o super- secretário do DÁRIO, não queria ouvir em público que o SPU já notificou a prefeitura em 2005 e este ano, dizendo que a Lei tem que ser anulada... A Hantei não queria ouvir da boca do RAUEN que ele vai ser obrigado a cumprir a lei, e que a Consulta de Viabilidade foi dada com base nesta Lei, que está sendo questionada pelo legítimo responsável pela área que é o SPU... Estes Hantei, Prefeitura e Câmara de Vereadores, não queriam nos ver dizendo em alto e bom tom que eles tramam contra o Bem Comum da Maioria População e que se locupletam e se apropriam da coisa e patrimônio público, que isto é fruto da cultura política que deu na Operação Moeda Verde... Não queriam ouvir que o Direito à Propriedade, não autoriza construir qualquer coisa no terreno pelo proprietário, pois antes de tudo a propriedade tem que cumprir sua Função Social expressa no Plano Diretor em respeito ao Bem Comum, e que por isso deva ser debatido no atual processo de elaboração do Plano Diretor Participativo-PDP... Eles não queriam ouvir em público a fala sensata do querido e histórico arquiteto Moisés Lins, que foi censurada pelo Cacau Menezes e que ele expressou na AP, nos dizendo que o melhor projeto que nós, arquitetos, poderemos fazer naquela área é deixá-la sem edifícios, em defesa da Ponta do Coral como área pública do direito à Paisagem da Orla, ao lazer, ao convívio da municipalidade com seu passado, presente e futuro,  e que para a Hantei existem outras possibilidades para os investimentos fora daquela área... Não queriam ouvir da nossa parte que este também é o desejo expresso nos pareceres da FATMA, FLORAM e IPUF, mas que estão proibidos de se expressarem publicamente...

Só por isso a ATA com essas falas e o resultado desta Audiência Pública foi positiva. Temos farta munição para as próximas etapas! Isso passará a integrar nossas ações de petição contra a Lei 180/2005 e aos atos de improbidade administrativa dos agentes públicos, prefeito e vereadores.

Na Audiência a cara do RAUEN na mesa era a expressão dessa realidade. Quem conhece a prepotência e arrogância dele nas reuniões do PDP, como um feitor da ganância do capital imobiliário, sabe que ele estava acuado...

HOJE ELES NÃO TEM O QUE COMEMORAR COM OS RESULTADOS DA AUDIÊNCIA. A reportagem de cobertura da RBS, sobre os resultados da Audiência Pública,  na chamada do dia seguinte, já se referia ao Projeto até então “Maravilhoso” como o Projeto “Polêmico” da Hantei...

Porém nós ganhamos força, criamos músculos e podemos avançar mais uma etapa, na afirmação do nosso projeto de criação do PARQUE CULTURAL DA 3 PONTAS, através do detalhamento do projeto e da nossa campanha de mobilização de coleta de assinatura de apoio ao Projeto de Lei de Iniciativa Popular para criação do Parque 3 Pontas.

Assim, na busca de articular mentes e corações, estamos convidando todos para se integrarem nas nossas reuniões do Movimento em Defesa da Ponta do Coral.

Acesse: http://parqueculturaldas3pontas.wordpress.com

terça-feira, 29 de novembro de 2011

RMA entrega prêmio Motosserra a Senador LHS

A Rede de Ongs da Mata Atlântica (RMA) é formada por 320 organizações não governamentais, de 17 estados brasileiros. Foi fundada em 1992, durante a Rio 92, com o objetivo de unir e fortalecer as entidades que atuam pela conservação e restauração da Mata Atlântica, bioma que encontra-se extremamente ameaçado.

No contexto das discussões para a alteração do Código Florestal de 1965, legislação que protege as florestas e a biodiversidade de todos os biomas brasileiros e regulariza a utilização destas, a RMA entregou no dia 24 de novembro de 2011, o Prêmio Motosserra ao Senador Luiz Henrique da Silveira, como símbolo do retrocesso provocado nesta legislação que foi conquistada ao longo de décadas de luta da sociedade em prol da conservação do meio ambiente.

Veja a matéria completa no link: http://www.apremavi.org.br/noticias/apremavi/672/rma-entrega-premio-motosserra-a-senador-lhs

Ato em Defesa das Florestas promove entrega de 1,5 milhão de assinaturas contra as mudanças do Código Florestal

Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável promove manifestação, a partir das 9h

 
São Paulo, novembro de 2011 – Nesta terça-feira, 29, a partir das 9h, o Ato em Defesa das Florestas promove a entrega de 1,5 milhão de assinaturas contra as alterações do Código Florestal à presidente Dilma, no Palácio do Planalto, e a José Sarney, presidente do Senado.
O ato pretende reunir movimentos sociais, universitários, artistas, formadores de opinião, defensores em geral da causa ambiental, além de representantes das organizações: CNBB, WWF, ISA, Greenpeace, Via Campesina, SOS Clima Terra, Nucleos Universitários, IDS, SOS Mata Atlântica, FBOMS, Fórum Ex-ministros e FETRAF, que integram o Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável. A comitiva vai marchar do Congresso Nacional até o Palácio do Planalto.
Ao mesmo tempo, um grupo de 800 crianças levará à presidente Dilma uma mensagem em defesa das florestas brasileiras. São crianças de escolas de Brasília que irão colorir de verde o céu da praça com milhares de balões verdes e biodegradáveis.
O objetivo da iniciativa é chamar a atenção, em especial da presidente, sobre a ameaça que paira sobre as florestas com as medidas aprovadas no texto do Código Florestal e que podem colocar em risco grandes áreas de floresta em todos os biomas brasileiros, sobretudo na Amazônia.
As assinaturas são do abaixo-assinado do Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Meio Ambiente e da petição on-line do Avaaz.

O Ato em Defesa das Florestas será transmitido ao vivo pelo site http://www.florestadazadiferença.org.br/. Direto de um estúdio em Brasília, a transmissão terá a participação de jornalistas, especialistas ambientais e membros das organizações parceiras, além de links do Senado e do Palácio do Planalto. A 4ª Vigília pelas Florestas ficará no ar o dia todo.
A vigília é uma iniciativa do Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável e tem como objetivo chamar a atenção de todos os brasileiros para o trâmite do novo Código Florestal no Senado.

Comitês
Conscientes da gravidade da situação, importantes organizações da sociedade civil se uniram e criaram o Comitê em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento, que atualmente conta com quase 200 integrantes incluindo CNBB, CUT, Via Campesina, OAB, FBOMS, SOS Clima Terra, REJUMA, Greenpeace, WWF, ISA, IDS, SOS Mata Atlântica, entre outros. Hoje, há 11 comitês em todo o País.
#florestafazadiferença
Para apoiar o Comitê Brasil em Defesa das Florestas, surgiu o movimento #florestafazadiferenca, que em parceria com o cineasta Fernando Meirelles, mobilizou artistas e especialistas para a gravação de depoimentos sobre o tema, o que vem gerando grande repercussão na mídia digital e impressa. Entre os apoiadores estão Alice Braga, Denise Fraga, Wagner Moura, Gisele Bündchen e Rodrigo Santoro. Os vídeos podem ser acessados no site http://www.florestafazadiferenca.org.br/
Para saber mais, acesse o site http://www.florestafazadiferenca.org.br/ e acompanhe a próxima transmissão.
Serviço:
Ato em Defesa das Florestas
Brasília
Dia 29/11
Horário: Das 9h às 13h